Sobre Santo Agostinho

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Um dos maiores doutores da Igreja: citado por, não só católicos, mas também por protestantes e outros teístas.

Conheçamos um pouco mais sobre esse grande sábio que entregou sua vida ao serviço a Deus e à Igreja. Seus pensamentos são capazes de derrubar até mesmo “argumentos” ateístas modernos. Como uma mente medieval pode ser tão fascinante?

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Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus. “Todos os que a conheciam louvavam, honravam e amavam profundamente a ti, por nela sentirem a tua presença, comprovada pelos frutos de uma vida santa. Tinha sido esposa de um só marido, tinha cumprido seu dever para com os pais, tinha governado a casa com dedicação e dado o testemunho das boas obras. Educara os filhos, gerando-os de novo tantas vezes quanta os visse afastaram-se de ti”. (Confissões. 9,22) [sobre sua mãe, Santa Mônica]

UM FILHO DE TANTAS LAGRIMAS não pode se perder. Foi o consolo que recebeu Mônica de parte de Deus e do bispo Ambrósio quando, sumida quase no desespero, intercede pelo seu filho ante o bispo. Agostinho é o Filho de Mônica: “Ela me gerou para Cristo” A fé, as orações e as lágrimas de Mônica levaram Agostinho para Cristo.

Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.

O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:”…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

UM CORAÇÃO INQUIETO, temperamento apaixonado, alegre, amigo dos amigos, jovem brilhante nos estudos. Agostinho procura incansavelmente a verdade, sobretudo a partir de leitura do livro de Cícero, O Hortênsio. Bom estudante, amigo dos jogos, da festa, do teatro, da literatura, de todo tipo de doutrina. Nessa busca da verdade, lê a Sagrada Escritura que a acha simples e indigna para seu saber; passa pela experiência do maniqueísmo e até cai no ceticismo. A vida com seus atrativos lhe esconde a verdade que ele procura até que um dia a encontra em Cristo e na sua Igreja por quem também se apaixonará pelo resto de sua vida.

“Tarde te amei, a beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu te amei! Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!” (Conf. X,37,38)

De 375 a 383 estabeleceu-se em Cartago, como professor de eloqüencia, e daí por diante obteve exercer a mesma função do outro lado do mar, em Milão. Já o inquietavam agora fortes dúvidas sobre a verdade do maniqueísmo. Em Milão, travou conhecimento com o neoplatonismo. Ao mesmo tempo ouvia regularmente os sermões de santo Ambrosio, onde percebia um catolicismo mais sublime do que o imaginado, e lia são Paulo. Um dia, julgando ouvir a voz de uma criança: “Tolle, lege”, abriu ao acaso as Epístolas de são Paulo, que tinha ao lado e passou a sentir que “todas as trevas da dúvida se dissipavam”. Fez-se batizar no sábado santo de 387, com seu filho e com seu filho Alípio. Pouco depois morria a mãe, que muito havia orado por sua conversão.

A conversão de Agostinho é para Cristo e para a Igreja, ajudado pelo exemplo de outros convertidos e sobretudo pelo exemplo dos monges e eremitas do Egito. Seu ideal e projeto são viver em comunidade de amigos, estudando a Escritura, rezando, louvando ao Senhor e trabalhando. Projeto que já começa em Milão e depois organiza em Tagaste. Foi numa visita a Hipona, precisamente, para conversar com um amigo sobre o projeto de vida monástica, que, assistindo a celebração litúrgica na catedral de Hipona, o bispo Valério, já ancião, pede a ajuda de um sacerdote e o povo aclama: “queremos Agostinho como sacerdote, Agostinho sacerdote”. Agostinho chora, porém escuta o chamado da Igreja. Mais tarde, será bispo de Hipona e autentico líder da Igreja do norte da África, presidindo assembléias, concílios, escrevendo cartas, livros, tratados doutrinais, encontros com líderes de outras seitas e igrejas como donatistas, maniqueus, pelagianos, etc.

Agostinho escreve sua primeira obra: “De pulcro et apto”, tratado de estética (que se perdeu) aos 16 anos. Depois de convertido, escreverá um sem fim de obras filosóficas, teológicas, bíblicas, pastorais, a regra para os mosteiros de monges e freiras, cartas, sermões, etc. A destacar: Confissões, Cidade de Deus, “De Trinitate”, De Doutrina Cristã, Catecismo para os Catecúmenos, etc…

Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio.

Agostinho foi canonizado por reconhecimento popular e reconhecido como um Doutor da Igreja.

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