As origens do pensamento neo-ateísta: As loucuras de Friedrich Nietzsche

::: Via: Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo :::

Nietzsche é o maior filósofo do mundo depois de Sílvio Santos!
Adolescentes gordos e suados dentro de uma Lan House jogando CS sobre Friedrich Nietzsche

Nietzsche, Freud e Marx, possivelmente, são, hoje, a maior das coqueluches dos intelectuais dos brasileiros de universidades e etc. E, naturalmente, essa adoração acaba se espalhando pelas camadas mais periféricas por meio da divulgação e “status” que figuras como essa ganham via estratégia gramsciana.

Estando consciente dessa possibilidade, acabamos nos deparando, naturalmente, com opiniões e “fatos” propostos por esses três de forma direta ou indireta.

Ontem mesmo, durante um debate, um usuário me apresentou, enquanto criticavamos a postura de Richard Dawkins, um trecho inteiro retirado diretamente de um livro de Nietzsche como indicação de que o neo-ateísmo era uma posição respeitável.

O problema é que em vez de demonstrar que o neo-ateísmo era uma possível respeitável, ele REFORÇOU a tese de que um movimento com um pé (ou dois) no fanatismo e no radicalismo.

Reproduzo a infamidade abaixo:

Lei contra o cristianismo

Artigo Primeiro – Qualquer espécie de antinatureza é vício. O tipo de homem mais vicioso é o padre: ele ensina a antinatureza. Contra o padre não há razões: há cadeia.

Artigo Segundo – Qualquer tipo de colaboração a um ofício divino é um atentado contra a moral pública. Seremos mais ríspidos com protestantes que com católicos, e mais ríspidos com os protestantes liberais que com os ortodoxos. Quanto mais próximo se está da ciência, maior o crime de ser cristão. Conseqüentemente, o maior dos criminosos é filósofo.

Artigo Terceiro – O local amaldiçoado onde o cristianismo chocou seus ovos de basilisco deve ser demolido e transformado no lugar mais infame da Terra, constituirá motivo de pavor para a posteridade. Lá devem ser criadas cobras venenosas.

Artigo Quarto – Pregar a castidade é uma incitação pública à antinatureza. Qualquer desprezo à vida sexual, qualquer tentativa de maculá-la através do conceito de “impureza” é o maior pecado contra o Espírito Santo da Vida.

Artigo Quinto – Comer na mesma mesa que um padre é proibido: quem o fizer será excomungado da sociedade honesta. O padre é o nosso chandala – ele será proscrito, lhe deixaremos morrer de fome, jogá-lo-emos em qualquer espécie de deserto.

Artigo Sexto – A história “sagrada” será chamada pelo nome que merece: história maldita; as palavras “Deus”, “salvador”, “redentor”, “santo” serão usadas como insultos, como alcunhas para criminosos.

Artigo Sétimo – O resto nasce a partir daqui.

Nietzche – O Anticristo. (pág. 60)

O sujeito, depois de postar isso (fazendo questão de sublinhar a parte em que ele manda prender os padres!) fez que questão de dizer que CONCORDAVA com essa loucura e disse que “se é assim, eu quero ser chamado de neo-ateu então”.

O que é vergonha para o homem comum, para os neo-ateus deveria ser LEI. Vejamos um resumo de como as idéias de Nietzsche podem ser interpretadas no trecho acima:

  1. Prisão para padres, por divulgarem uma posição baseada em idéias pró-família e pró-dignidade sexual, ao contrário do que o autor gosta
  2. Criminalização mais grave do cristianismo para intelectuais, seja cientistas ou filósofos
  3. Destruição de marcos históricos relacionados à religião cristã
  4. Remodelação do conceito de dignidade sexual para promiscuidade
  5. Tratamento cruel para religiosos
  6. Tornar a menção de palavras como “Deus” como algo que ofenda os outros
  7. Renascimento/Remodelação  da humanidade a partir desse ponto

E como explicar um caso desses?

Que Nietzsche ficou senil no fim da sua vida (alguns dizem ser por causa de uma doença sexualmente transmissível), passando dias e dias achando que era o próprio Jesus Cristo, não há dúvidas. Mas é inevitável concluir que ele também já não era muito bom da cachola na época em que escreveu trechos como o visto acima. A hipótese plausível que podemos apresentar é a velha constatação do fenômeno da mentalidade revolucionária/interpretação delirante, conforme ensinada por Olavo de Carvalho (assunto já tratado aqui antes, mas que é sempre importante rever).

Abaixo, um trecho do livro “O Jardim das Aflições”, de Olavo de Carvalho, para entendermos o que é esse fenômeno:

“Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remodelar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem. Autoglorificação do Super-Homem, a mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si, independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em diferentes circunstâncias e ocasiões.

Olavo explica mais sobre a questão moral:

Em função da crença num futuro utópico dado como certo e determinado, em direção ao qual a sociedade caminha sem qualquer possibilidade de desvio, a mente revolucionária acredita que esse futuro utópico inexorável é isento de “mal” – esse futuro será perfeito, isento de erros humanos. Por isso, em função desse futuro utópico certo e dado como adquirido, todos os meios utilizados para atingir a inexorabilidade desse futuro estão, à partida, justificados. Trata-se de uma moral teleológica: os fins justificam todos os meios possíveis.

(Visite a comunidade de Olavo de Carvalho no orkut e veja seus comentários em vídeo no Youtube.)

As propostas de Nietzsche são um exemplo CLARO de mentalidade revolucionária, principalmente no último ponto, que inclui a “renascimento” em nova construída a partir da destruição do Cristianismo. Como a “nova era”, sem o Cristianismo, será o lugar do “bem”, a utopia a ser alcançada, todos os atos estão justificados a priori para alcançar esse objetivo, mesmo os mais cruéis e totalitários. O conceito de “übermensch” [Super-homem/além-do-homem] é uma bobagem ingênua proposta por Nietzsche que não sobrevive ao ceticismo, mas  se encaixa perfeitamente no esquema de lavagem cerebral necessário para a transformação de uma mente sadia em uma mente revolucionária.

Alias, não é surpresa que VÁRIOS dos itens dessa agenda nietzscheana foram e estão sendo aplicadas, de alguma maneira (como quando Sam Harris diz que Francis Collins não deveria ser eleito diretor do NIH por ser religioso [ponto 2], ou as tentativas rotineiras de exterminar qualquer menção da palavra “Deus” na esfera pública por ser “ofensiva” [ponto 6]. Também temos a estratégia soviética de destruir vários e vários templos religiosos, como você ver aqui [ponto 3], ou a tentativa de criminalizar os padres e religiosos por divulgarem sua opinião de moral sexual pró-família através de projetos como o PNDH-3 e o PL 122 [ponto 1]).

Adeptos da mentalidade revolucionária são, na sua versão mais radical, malucos e devem ser tratados como tal. Qualquer pessoa com bom senso seria contra prender padres e jogá-los para morrer de fome no deserto simplesmente por eles dizerem que a fidelidade conjugal é mais importante que o prazer da promiscuidade. Mas mentes revolucionárias, como os neo-ateus mais fanáticos, declaram achar esse ato PERFEITO moralmente.

Com tipos que apoiam atos monstruosos como esse, não se pode dialogar. O que temos que fazer é promover o desmascaramento público desses cidadãos, antes que seja tarde demais. Nazistas e comunistas também tinha projetos sociológicos da construção do “novo homem”. A sociedade não deu bola, foi deixando, ninguém os desmascarou… até que um dia eles chegaram ao poder.

E o resultados todos nós sabemos…

***

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1. http://lucianoayan.wordpress.com/2010/03/14/desvendando-a-ilusao-do-neo-ateismo-pt-2-a-interpretacao-delirante-e-a-mente-revolucionaria/

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